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LENDAS

Muitas pessoas de nossa Teresina, como também do restante do Estado, desconhecem as crendices e superstições que rondam a nossa cultura. O guiadeteresina.com mostra um poucos de nossas principais lendas:

CABEÇA DE CUIA
Crispim era um pescador que vivia da pesca nas águas do rio Parnaíba e habitava as suas margens, nas mediaçõesem o rio  recebe as águas  do Poti, zona norte de Teresina, hoje  Parque  Encontro dos Rios. Morava com a mãe, já velha e adoentada. Certa vez, depois de passar um dia inteiro sem pescar nada, Crispim  volta para  casa frustrado e revoltado. Pede à  mãe  alguma  coisa  para comer, e esta lhe serve o que pode: uma rala sopa de ossos. Irritado, Crispim grita que  aquilo é comida pra cachorro, e em seguida bate na mãe com um osso. Desesperado, o pescador sai correndo porta a fora e se  joga nas águas do rio, enquanto a mãe, agonizando lança- lhe uma maldição: haverá de se transformar num terrível monstro, que só desencantará quando lhe forem sacrificadas sete virgens chamadas Maria. Crispim vira Cabeça-de-Cuia, que surge do fundo das águas para assustar as lavadeiras e ameaçar os pescadores que pescam em excesso. Ainda dizem que, durante a noite o Cabeça-de-cuia se transforma num velho e sai caminhando pelas ruas de Teresina.

NUM SE PODE

Outra importante lenda da cultura de Teresina. Segundo o dito popular, nas ruas de Teresina havia ou há uma figura feminina muito alta, magra, de rosto comprido, com olheiras muito fundas, dando-lhe um aspecto sofredor e fantasmagórico. Essa mulher vaga na madrugada vestindo um longo vestido branco, que de tão longo varre o chão por onde anda. Sempre que encontra algum homem andando pelas escuras e desertas ruas da cidade, pede um cigarro. Quando recebe o cigarro, a criatura começa a aumentar de tamanho que chega a acender o cigarro no lampião do poste. Quem vê aquela cena terrível sai correndo e a criatura fica sorrindo e gritando com uma voz cavernosa: NUM-SE-PODE, NUM-SE-PODE!

PORCA DO DENTE DE OURO
Mais uma lenda de nossa Teresina. Fala de um animal que só aparecia altas horas da noite, nos bairros mais afastados de centro da capital, era ou é uma porca muito grande, magra, feia de doer, sem pêlos, com tetas enormes que arrastavam no chão. Tinha também uma tromba crescida recoberta por uma coisa brilhante de onde saia aquela ponta saliente, dourada, parecendo um terrível dente de outro, daí seu nome. Dizem que era uma moça muito namoradeira e muito mal vista por todos, um dia travou uma briga com sua mãe, dando-lhe uma dentada e arrancando um tampo do rosto da velha. Depois disso ficou louca e trancou-se no quarto sem querer falar com ninguém. Dizem que ela saía do quarto à noite, transformada na porca, e ficava a vagar pelas ruas escuras.

 

 BARBA RUIVA

Lenda vinda do sul do estado, mais precisamente da região da lagoa do Parnaguá. Segundo o dito uma moça de família rica e honrada namorava um rapaz de família podre e humilde. Ela era filha de fazendeiro e ele vaqueiro da fazenda, não possuía nada além da mulher e dos filhos. O fato é que do amor impossível nasceu uma criança do sexo masculino. O parto foi próximo à lagoa. Depois de parir o menino, a mãe desnaturada jogou a criança na lagoa. Algum tempo depois surgiu na margem da lagoa um homem surgido das profundezas da águas, Era um ser de longas barbas vermelhas, dizem que ele aparece nas margens procurando a mãe desnaturada que o jogou ali, e quando vê alguém se aproximando, mergulha rapidamente e volta pro fundo da lagoa.

 

PÉ DE GARRAFA

Pé de Garrafa, mais uma lenda que habita nossas matas. Segundo o relato dos caçadores ouve-se apenas o grito que ecoa pelas matas, nunca ninguém viu  de onde vem esse escabroso grito que muito se assemelha à voz humana. Sua ocorrência é sempre à meia-noite, ao amanhecer só se encontra um rastro de forma redonda que parece o fundo de uma garrafa.

 

SACI PERERÊ

Lenda muita conhecida em todo Brasil. Diz-se de um menino que pula pela mata em uma perna só com um gorro vermelho e pitando um cachimbo, tem cheiro de enxofre e apenas 3 dedos no pé. Conhecido por suas travessuras, gosta de aparecer aos caçadores, dando-lhes sustos, e quando chega próximo às casas, gosta de fazer traquinagens de todo tipo. Sua maior diversão é dar susto nas pessoas, tirar coisas do lugar, trocar sal por açúcar e toda sorte de travessuras.

 

CURUPIRA

Conhecido como o protetor das matas e floresta do Brasil, é um ser de um metro de altura, com os pés virados para trás, bastante peludo e assexuado, feio de dar dó. Revela-se sempre hostil a todo aquele que depreda e devasta as matas.

 

MULA SEM CABEÇA

Assombração conhecida em todo Brasil. Diz-se que mulher de má vida que tenha caso com um cumpadre ou com padre que não respeita seu voto de castidade se transforma em uma burra feia, horripilante, muito grande e peluda, sem a cabeça ou apenas um pescoço muito comprido. A burra não é tão feroz por não possuir dentes, mas quando encontra ao alguém que lhe ofende aplicando coices.

 

ZAMBA

Lenda indígena pouco conhecida. Segundo a lenda, existe uma criatura que anda pelas matas e que muito se assemelha a uma pessoa, mas de feições assombrosas. Outra característica da criatura é a completa falta de juntas no corpo. Quando chega a noite, a Zamba de encosta em alguma árvore para dormir. Essa é a melhor oportunidade para capturá-la, pois é só derrubar a Zamba no chão: como não possui juntas no corpo, fica imóvel, sem poder se levantar. Segundo dizem, quem vier a possuir o couro de uma Zamba passará a contar com uma sorte incrível em todos os sentidos. Zamba também é considerada uma defensora das árvores e matas, assustando e colocando para correr os caçadores, lenhadores e todo aquele que atentar contra a natureza.

 

MIRIDAN

Lenda indígena sobre uma linda jovem da tribo dos Acaraós. Como sua mãe não decidia dá-la em casamento a nenhum homem da aldeia, a jovem começou um amor proibido escondido de todos. Desse amor nasceu um filho. Sem saber o que fazer, a jovem índia colocou a criança em um tacho e soltou nas águas do rio Paraim, que depois se transformou numa imensa lagoa denominada Lagoa de Parnaguá.

A mãe d’água acolheu e criou a criança e jogou uma maldição na mãe desnaturada. Segundo a lenda, o filho da mãe d’água ainda hoje aparece na superfície da lagoa. Como ninguém consegue desencantá-lo, ele continua aparecendo, de barbas brancas à luz do luar ou douradas ao entardecer. Dizem ainda que ele aparece como criança nas primeiras horas da manhã e à tarde se transforma em adulto. Ao anoitecer, é um velho de longas barbas brancas.

 

ZABELÊ

Outra lenda indígena de nossa cultura. Consta que a filha do chefe da tribo dos Amanajós amava Metara, índio da tribo dos Pimenteiras, terrível inimiga de sua tribo. Os encontros de Zabelê e Metara aconteciam sempre às escondidas. Ela saía para pegar mel na beira do rio Itanhim., mas Mandaú desconfiou daquelas andanças de Zabelê. Mandaú era da tribo de Zabelê e sentia-se preterido, amava-a loucamente, mas ela não correspondia àquele amor. Mandaú descobriu então o local dos encontros, levou algumas testemunhas da tribo dos Amanajós para darem o flagrante no casal de namorados. Ocorreu um grande briga, que resultou na morte de Zabelê, Metara e Mandaú,. Esse fato deu origem a outra guerra entre as duas tribos, que durou sete sóis e sete luas. Tupã, penalizado com os dois amantes, resolveu transformá-los em duas lindas aves, que andam sempre juntas e cantam tristemente ao entardecer.

Mandaú foi castigado, transformando-se-se em um gato Maracajá, que é sempre perseguido por caçadores.

Zabelê vive cantando ainda hoje a tristeza de seu amor infeliz.

 


 



Fonte: guia
Data: 3/11/2007

 

 

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